Todas as Notícias

Notícias 10 Fevereiro 2015

Limpeza de lápides nos cemitérios do Rio muda para evitar desperdício de água

Avalie este item
(0 votos)

No Cemitério São João Batista, funcionários devem usar panos úmidos. No Caju, parentes são orientados a levar água de casa. (Foto: funcionário substitui máquina de pressão por pano úmido no São João Batista - Pablo Jacob / Agência O Globo)

RIO — Alarmados com a crise hídrica, os cemitérios do Rio também estão tomando medidas para economizar água. No início deste mês, a concessionária que administra o São João Batista, em Botafogo, suspendeu por 60 dias a lavagem de jazigos. Já no Cemitério de São Francisco Xavier, no Caju, familiares são orientados a levar água de casa. E, no vizinho Cemitério da Penitência, equipamentos controlam o consumo.

No São João Batista, onde se encontram os túmulos de personalidades como Tom Jobim, Carmen Miranda e Clara Nunes, funcionários foram orientados a fazer a limpeza com pano úmido até abril. Além disso, a recuperação de lápides históricas e da fachada do cemitério, administrado pela Rio Pax desde agosto do ano passado, foi interrompida. A restrição se estende aos cemitérios de Irajá, Inhaúma, Jacarepaguá, Campo Grande e Piabas, também geridos pela concessionária. A expectativa é economizar 150 mil litros.

— Temos 30 zeladores cadastrados no São João Batista. Com uma mangueira, até cem litros são gastos na limpeza de um jazigo. São no mínimo três mil litros por dia — disse Lourival Panhozzi, diretor dos cemitérios da Rio Pax.

Há três meses, a concessionária até comprou uma máquina com jato de pressão, que reduz em 90% o consumo de água. Mas, com a nova restrição, o equipamento foi deixado de lado.

Os culpados pelo desperdício também podem ser encontrados além dos muros. Segundo Panhozzi, em seis meses a concessionária já descobriu oito ligações clandestinas de água feitas por pessoas que vivem nos arredores de seis cemitérios. Em apenas um deles, a conta chegou a R$ 30 mil mensais.

No complexo de cemitérios do Caju, o consumo também foi restringido. No da Penitência, foram investidos R$ 3 mil na instalação de equipamentos que monitoram o abastecimento e os níveis das caixas d’água. A estimativa é de 15% de economia. Já no São Francisco Xavier, o registro passou a ficar aberto pela metade durante o dia. Segundo a administração, se parentes querem limpar os túmulos, são orientados a levar água de casa

 

(BARBARA MARCOLINI, O GLOBO, 10/02/2015 5:00)

Fonte Jornal O Globo

Onde Mais?
Lido 698 vezes

Gostou? Compartilhe!

Tudo que você precisa saber sobre os cemitérios do estado do Rio de Janeiro, num só lugar! Mande Notícias

Entre nas Redes

         

Veja Mais

Legislação dos Cemitérios e Funerárias
Conheça o Decreto sobre as atividades cemiteriais e funerárias. Veja Mais

Curiosidades sobre os Cemitérios
O cemitério do Catumbi foi o primeiro do Brasil construído a céu aberto destinado a não-indigentes. Veja Mais

A Maior Galeria de Arte