Cemitérios Públicos

Rio de Janeiro 13 Dezembro 2014

Cemitério São João Batista

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Inaugurado por Dom Pedro II em 1852, o São João Batista ocupa uma área de 183.123 metros quadrados em plena zona sul do Rio de Janeiro, aos pés do Cristo Redentor. Com centenas de ricos mausoléus e sepulturas adornadas por esculturas, reconhecidas obras da arte tumular brasileira, o cemitério volta a ser “o preferido dos astros e das estrelas”.

No São João Batista estão sepultadas centenas de personalidades que em vida tiveram destaque nas áreas da política, da ciência, da arte, do esporte e da cultura, como Santos Dumont, José de Alencar, Machado de Assis, Osvaldo Cruz, Vital Brazil, Cândido Portinari, Di Cavalcanti, Oscar Niemeyer, Heitor Villa Lobos, Carlos Drumond de Andrade, Carmem Miranda, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Chacrinha, Clara Nunes, Cazuza, Evaristo da Veiga, nove ex-presidentes da República e diversos membros da nobreza e autoridades do período colonial. Destacam-se, ainda, os incontáveis heróis e militares de todas as armas, que ajudaram a defender e a escrever a história do Brasil.

 

A Maior Galeria de Art Nouveau

A grande quantidade de túmulos, esculturas e monumentos de diversas temporalidades, materiais e estilos, deram ao São João Batista o título de "maior galeria de Art Nouveau a céu aberto na América Latina".

O pórtico do cemitério se destaca por ser trabalhado em blocos de belo granito fluminense (Gnaisse Facoidal), encimada pela tarja da emblemática da Santa Casa de Misericórdia. Outro elemento construtivo de caracterização de época é o gradil de ferro monumental, produzido nas fundições fluminenses. No Cemitério São João Batista há elevado número de jazigos - capela de famílias burguesas inspirados nos estilos híbridos do início do século XX, construídos por marmoristas portugueses, italianos e brasileiros. Existem inúmeras obras de artistas que se dedicaram a feitura de esculturas funerárias, como Rodolpho Bernadelli, Octávio Corrêa Lima, Heitor Usai, Celita Vaccani, Leão Veloso e Humberto Cozzo. Destacam-se também obras dos escultores franceses Jean Magrou e Colin George, dos escultores italianos J. Guazzini, B. P. Giusti, Luca Arrighini e A. Canessa. Ali o historiador da arte pode estudar sepulturas inspiradas nos estilos neoclássico, neogótico, art déco, art nouveau, eclético e moderno dotadas de uma tipologia variadíssima de signos antropomorfos, zoomorfos, fitomorfos e de distinção social.

 

Rua Real Grandeza com Morro Santa Marta ao fundo.

Algumas Curiosidades Históricas

O São João Batista foi um esforço do imperador para melhorar as condições de salubridade do Rio de Janeiro. Até então, as pessoas eram enterradas nas igrejas e já não havia espaço para tanta gente.

O Mausoléu da Academia Brasileira de Letras abriga cerca de 70 imortais e faz referência ao diversos outros membros que estão enterrados em jazigos de suas famílias nas famosas aléas e jardins do São João Batista.

O SJB abriga imponentes Mausoléus, Criptas e Monumentos da Aeronáutica, da Marinha e da Força Expedicionária Brasileira -  FEB, além de diversos túmulos que prestam homenagem aos desconhecidos soldados e famosos heróis da nossa pátria.

Considerado o segundo cemitério público carioca, o São João Batista teve sua ocupação iniciada pelos fundos do terreno. Os túmulos e esculturas mais representativas do local estão no eixo central e em mais duas quadras para a direita e duas para a esquerda. Dentro da feição católica da superlotação dos jazigos do Cemitério São João Batista, pode-se visualizar locais distintos destinados a sepulturas do século XIX e do século XX. (O Cemitério dos Ingleses do Rio de Janeiro, inaugurado em 5 de janeiro de 1811 é o mais antigo da cidade e um dos mais antigos do Brasil.)

O primeiro sepultamento foi da menina Rosaura, filha de um comerciante, em 4 de dezembro de 1852. Até 1855, ocorreram 412 sepultamentos. E, nos anos seguintes, foram realizados os traslados de diversos túmulos provenientes de igrejas e outras pequenas necrópoles, como, por exemplo, dos restos mortais do poeta Álvares de Azevedo, originalmente sepultado em um cemitério da antiga Praia da Saudade, na entrada da Urca, destruído por uma ressaca. O terreno do Cemitério São João Batista era a antiga Chácara Berquó. Posteriormente, outras propriedades foram sucessivamente adquiridas e reunidas para formar a atual área.

 

"Nenhum outro no mundo tem o Cristo Redentor por cenário e guardião!"

 

CEMITÉRIO DE SÃO JOÃO BATISTA
Rua Gal Polidoro, 222 - Botafogo
Tels: (21) 2527-0648 / (21) 2539-6057

Horários: 08:00 às 18:00 horas (Plantão 24 H)


Complexo de Capelas 
Acesso direto pela Rua Real Grandeza

 

Veja o Mapa 

 

Visite o Site Oficial 
www.cemiteriosjb.com.br

 

Projeto Cultural

Visitas Guiadas

 

 

Fontes parciais do texto: O GloboArteFunerariaBrasil

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