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Covid-19: Concessionárias Rio Pax e Reviver mudam rotina de velórios e sepultamentos
Notícias 01 Abril 2020

Covid-19: Concessionárias Rio Pax e Reviver mudam rotina de velórios e sepultamentos

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Mesmo quando não há suspeita de coronavírus como causa da morte, a recomendação da Vigilância Sanitária para evitar aglomerações, tem levado ao cancelamento ou redução do tempo de velórios e a enterros restritos a poucos parentes e amigos. Na semana passada, no enterro de Affonso Arinos de Mello Franco, acadêmico da Academia Brasileira de Letras (ABL), que morreu aos 89 anos, de infarto, não houve velório.

 

O risco de contaminação por coronavírus mudou a rotina dos coveiros e profissionais do atendimento, incluindo os agentes funerários, administrativos e higienizadores.

As concessionárias Rio Pax S.A. e Reviver S.A. promoveram treinamento especial de seus funcionários nos cemitérios públicos do Rio de Janeiro. Diversos protocolos de segurança entraram em vigor, incluindo o uso de macacões especiais e máscaras de acetato, aventais, luvas e máscaras descartáveis. Os cuidados com a higiene pessoal dos trabalhadores e dos visitantes também foram reforçados com a distribuição de álcool em gel, água e sabão, desinfecção dos ambientes e monitoramento dos casos suspeitos. Os cemitérios e funerárias particulares do Rio de Janeiro também seguem as determinações do órgão gestor municipal.

 

Para os diretores das Concessionárias, diminuir o risco de contaminação dos funcionários é questão de responsabilidade social, sobretudo neste momento. “Não podemos sacrificar nossos profissionais e nem deixar de atender as famílias por problemas de afastamento compulsório.  Além disso, estamos acompanhando as necessidades psicológicas das famílias e dos funcionários, diante desta situação inusitada para nossa geração”, afirmam.

 

 

Cemitérios públicos do Rio já foram testemunhas de tragédias históricas

Uma visita aos cemitérios tradicionais do Rio de Janeiro revela diversos sepultamentos ocorridos em períodos de crises da saúde pública. No Caju (São Francisco Xavier) e no São João Batista (Botafogo), por exemplo, estão referências como a gripe espanhola, que parou o mundo e matou até o presidente do Brasil, Rodrigues Alves.

Entre 1918 e 1920, a pandemia infectou 500 milhões de pessoas ao redor do mundo, cerca de um quarto da população do planeta na época. O caos estava nas ruas do Brasil, um país sem uma estrutura pública de saúde e que, por causa disso, registrou mais de 300 mil mortes pela gripe espanhola.

 

 

 

Memorial do Rio - O novo cemitério vertical do Rio de Janeiro, localizado na Rodovia W. Luis, adotou práticas de segurança e de higiene adicionais. A pandemia de coronavírus também limitou a duração dos velórios e a presença de familiares nas cerimônias de sepultamento dos cemitérios particulares. 

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