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Notícias 26 Julho 2015

Arte e cultura preservadas na Ilha de Paquetá

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Moradores da famosa Ilha de Paquetá voltam a sentir orgulho de uma suas principais atrações. Após décadas de abandono, a Concessionária Reviver, vencedora do processo de concessão pública realizado em 2014, restaura diversos túmulos depredados, recupera encostas, refaz os belos jardins, recantos e instalações operacionais, além de preservar as diversas obras do renomado artista plástico Pedro Bruno.

Construido em 1860, por iniciativa da benfeitora Dona Escholástica Maria Lisboa para substituir o antigo local com mais de 90 anos, recebeu o nome de Cemitério de Santo Antônio, nome do santo que dava nome à atual Rua Manoel de Macedo.

Em 1933, a administração do cemitério passou a ser feita pela Prefeitura do antigo Distrito Federal, época em que o pintor Pedro Bruno fora designado pelo Prefeito Dr. Pedro Ernesto, para ser o ZELADOR ARTÍSTICO DO CEMITÉRIO, "cargo não remunerado e que o artista exerceu magistralmente, transformando o local num verdadeiro recanto de arte, como fez com toda a ilha."

No local da antiga casa de Dona Escholástica construiu a Capela do Cemitério, totalmente de pedras, e nela colocou dois de seus quadros, complementando o ambiente artístico: SÃO FRANCISCO DE ASSIS FALANDO AOS PÁSSAROS e CRISTO AO LUAR, ambos premiados. Também são de Pedro Bruno os projetos do muro frontal, do Cruzeiro, da Casa da Administração e do Mausoléu da Marinha, em homenagem aos soldados mortos na Revolta da Armada de 1893.

Nunca foram permitidos mausoléus, nem outros tipos de ostentações que pudessem fazer separação entre pobres e ricos e, assim, todas as sepulturas igualavam-se pelos mesmos padrões de simplicidade. A sepultura do Pintor é um bom exemplo de simplicidade. Idealizada e executada pelo seu amigo Augusto Silva, reflete bem todo o espírito artístico de Bruno, merecendo também ser visitada. Ao lado do cemitério dos humanos encontra-se outra obra de Pedro Bruno, o igualmente famoso e exclusivo Cemitério dos Pássaros.

 


Curiosidade:

O registro da descoberta da Ilha de Paquetá coube a André Thevet, cartógrafo de Villegaignon, em 1556 e, já no mesmo ano da fundação da Cidade do Rio de Janeiro, 1565, a Ilha era doada por Estácio de Sá sob a forma de Sesmarias. Paquetá sempre cumpriu papel importante na história do Rio de Janeiro e foi envolvida diretamente nos conflitos da Revolta Armada, em 1893. Seus produtos hortigranjeiros, pesca e produção de cal abasteceram a Corte durante séculos.

Já no Brasil-Colônia, os atrativos naturais de Paquetá transformaram a ilha em refúgio de tranqüilidade para nobres famílias. Dom João VI visitava Paquetá com regularidade, hospedando-se naquele, que é hoje o Solar D’El Rei. A tradicional festa de São Roque – padroeiro da Ilha – contava regularmente com a presença do Príncipe Regente.

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